30.8.06

Eterno amor

Eu amo basquetebol. E não poderia passar um Mundial sem ao menos um post!

O único esporte em que eu fui realmente bom, realmente promissor, que poderia até um dia, quem sabe, jogar mais seriamente, tipo num clube, é o basquete. Joguei da oitava série até o segundo ano do colegial, tipo dos 13 aos 16 anos. Eu era razoavelmente alto na épca, não tanto, mas um dos maiores da turma, sempre gostei de assistir basquete na TV, meu pai também, grande incentivador, tem 1,89m e joga até hoje.

Treinava com a molecada no clube e no colégio, e era "diferenciado" nos dois âmbitos. Tinha muita agilidade e habilidade, bom nos fundamentos, excelente nas penetrações no garrafão. Pegava muito rebote também, e era bom na defesa. Eu me posicionava bem em quadra. Os times em que eu jogava não eram tão bons... eram medianos. No colégio, às vezes, a gente perdia de 12x6 (muito travado o basquetebol no colégio, as defesas são muito privilegiadas, sabe) e eu fazia os 6 pontos, and all... Nosso melhor jogo foi no Intercolegial, contra as outras equipes Jesuítas de São Paulo, Rio, BH. Perdíamos sempre, mas engrossávamos o jogo contra times bem melhores, com moleques que treinavam no Palmeiras, Sírio... E aí eu comecei a achar que não daria muito certo aquilo. Sabe, chega num ponto onde: ou você vai treinar duro, e isso implica rotina forte de treinos, ou passa a não valer mais que um Marcelinho. Insomma, tinha que crescer, entrar pro ferro. No basquete só tem lugar pros mais fortes. Eu não estava disposto. Aí parei. Joguei qualquer partida na Unicamp, no primeiro ano, os caras até viram, pô, tu é bom!, mas nesse ponto eu já era sensívelmente menor que os outros atletas e não dava pra mim, mesmo.

Mas nunca deixei de acompanhar! Na NBA eu torço pro Phoenix Suns, o time do Leandrinho. Mas nem é por causa dele. Claro, ele ajuda a torcer, mas eu curtia o time do Charles Barkley e Kevin Johnson, do começo da década de 90, que duelavam pau-a-pau com os Bulls do Jordan.
A maior vitória esportiva do Brasil que já vi foi (Guga em Lisboa!) o Brasil do Oscar ganhando dos americanos na final do Pan em Indianapolis, 120x115. O mundial que as mulheres ganharam em 1994 também, foi demais. A final foi contra a China, tinha uma gigante no time delas, acho que era Zheng Haixia o seu nome, muito mais alta que as brasileiras. E ganhamos, com Magic Paula e humm.. ah.. Hortência.

Hoje o nosso basquetebol tá no buraco, todos sabemos. Há duas Olimpíadas estamos fora dos jogos, as mulheres lutam por bronzes, o esporte é pouco jogado/divulgado. Depois da eliminação no Mundial, todos perguntaram: porquê deu errado? Eu, como futuro consultor, se Deus quiser, sei bem que as perguntas são tão ou mais importante que as respostas. E a pergunta, nesse caso, deveria ser:
Porquê o voleibol dá certo?
O voleibol tem renovação, tem transição, somos campeões olímpicos, mundiais, cinco vezes seguidas campeões da Liga masculina. No feminino somos semifinalistas olímpicos, penta do Grand Prix. Na praia, ouro pro masculino. O feminino acho que foi bronze na úlitma, né? Em 96, ouro e prata, em 2000, prata e bronze. Como isso pode funcionar no Brasil?
Sexta-feira (não sei bem se é sexta, sempre me confundem esses horários da madrugada) tem Argentina x Espanha e EUA x Grécia, pelas semi-finais do Mundial. O primeiro vai ser um jogo pra gravar. Aposto em EUA x Argentina na final, com título pros sulamericanos. Ah, se eu tivesse malhado quando era mais novo... em lance livre eu era ruim, mas 30% de aproveitamento eu tinha, pelo menos.

29.8.06

"Perfeito para a sua vida."

Uma das minhas inspirações para escrever (n)esse blog são os textos do meu amigo Marcelo Brasil (vide links ao lado). Muito talentoso, um escritor de verdade, idéias e forma, tudo no lugar. Um dia li sua entrevista - ele já está num nível acima, imprimindo aquilo que cria -, onde ele dizia algo que considero muito importante, e que me veio à tona no dia de hoje. Ele diz: "se você sabe fazer alguma coisa, então faça. Sabe cantar, cante. Sabe escrever, escreva."

Cada um de nós, é sabido, foi presenteado com dons, dos mais diversos. Eu, por exemplo, sei tocar reco-reco e escrever, sendo que toco reco-reco muito melhor que escrevo. Lembrei-me agora de outra frase muito sábia também, de nosso tão estimado ex-presidente FHC, quando em uma crise com os professores, acho que universitários, que não recebiam aumento: "quem sabe, faz. Quem não sabe, dá aula."

Falando na Academia, hoje deu no Terra que o sindicato lá da USP tá defendendo o Hezbollah e o "fim do Estado de Israel". Gostaria de saber, é possível, se não privatizar definitivamente essas universidades, acabar pelo menos com os seus funcionários? Aqui na Unicamp, desde o primeiro ano eu venho noticiando isso, tem gente paga - e bem paga - para ler a Folha. Se ainda fosse para ler o Estadão ou o Valor Econômico, mas é pago pra ler a Folha! Tem dias que ele se cansa e vai se reunir com seus companheiros e camaradas nas reuniões do sindicato. Aí produzem esses abortos mentais. A outra coisa foi defender os "cumpanheiros" da Volks. E isso merece um parágrafo.

Já repararam como empregado no Brasil se sente dono da empresa? Vinculado eternamente, parece filho do presidente com o diretor comercial. É impressionante. Metalúrgico entra pra fábrica e três anos depois acha que é sócio, que não pode ser demitido. Óbvio que fiquei triste com a demissão de 1800 funcionários. Mas também não dá pra ficar sustentando o cara, a Volks é empresa, não mãe. É, acho que garantias trabalhistas são bem-vindas somente entre namorados mesmo... vou voltar a falar de amor, então. Combina mais com esse blog.

Tá Nascendo um Consultor

É com muita alegria que comunico aos leitores e amigos que passei na provinha da Bain & Company! Agora rumo à dinâmica de grupo! Haja coração!

28.8.06

Uma crônica piegas

Amor: ela disse que iria falar e não falou, falo eu então.

Sempre vi as relações afetivas da mesma maneira que vejo as profissionais: no fundo somos todos parte de um grupo de pessoas, bem ou mal preparadas, procurando seu espaço num mercado globalizado e muito competitivo.

Nesse mercado, é preciso ser, acima de tudo, agressivo. As grandes empresas tem vagas para profissionais que sejam - competentes, sim - arrojados: os melhores postos estão reservados para aqueles que, confiantes em si, não tem medo de arriscar.

Além disso, para se dar bem, um tem que (sim, porque um não pode falar assim em português também? Melhor que botar a conjunção no final, tipo "com quem você vai trabalhar com?" Só que essa construção "um deve", "um tem que" é complicada demais para o pessoal do RH entender...) abrir o leque de opções, não se restringir a somente um tipo de empresa, bater nas portas aqui e ali. Às vezes cair em empregos furada, mas, ao menos nesses tipos de coisa, errando se aprende bastante. Vão se posicionar, pois, em melhores lugares aqueles caras-de-pau, cínicos, dissimulados, que distribuem seu CV como panfletagem publicitária durante as baladas.

Também no amor, as pessoas querem trabalhar em ambiente sereno, onde o profissional seja realmente valorizado. Querem um plano de carreira. Beijinhos estagiários (depois de um longo, difícil processo de seleção), quem sabe um trainee, para depois, na Santa Mãe Igreja, ser efetivado. Ficar assim, independência, pulando de galho em galho de seis em seis meses, ninguém deseja: as pessoas querem namorados CLT.

Acho bonito ver meus amigos todos bem empregados, com um grande futuro pela frente. Todos são preparados, se entregam às empresas de coração. De vez em quando um ou outro reclama, ah, eu tinha o perfil daquela companhia, se eu não tivesse levantado a voz, não teria amargado aquela dolorosa demissão, mas apesar de tudo são profissionais top de linha. Eu, eu não... continuo universitário (desempregado, não! Universitário!). Tenho ambições, claro, não deixo de sonhar com aquele cargo numa multinacional francesa - me disseram até que eu tenho o perfil! Mas, até agora, a única coisa que tenho recebido são aquelas odiosas comunicações:

"Seu curriculum é muito bom, mas, infelizmente, a nossa empresa no momento não possui a vaga que se enquadra no seu perfil. Seja feliz."

Ah, o amor. É impossível ser feliz desempregado.

26.8.06

Um pouco de cultura inútil...

Uma pesquisa do jornal australiano Sydney Morning Herald relacionou algumas das síndromes mais estranhas que atingem o ser humano. Podem parecer mentira, mas para cada uma dessas doenças existe um batalhão de médicos tentando descobrir a causa. E principalmente a cura.
Por Marcelo Bortoli (Superinteressante)

10.CEGUEIRA EMOCIONAL

A expressão "cego de emoção" existe na prática, e pode acontecer com qualquer pessoa normal. O problema foi descoberto recentemente por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Depois de olhar para alguma imagem forte, principalmente com conteúdo pornográfico, a maioria das pessoas perde a vista por um curto espaço de tempo - décimos de segundo na verdade. Até agora, nenhum especialista conseguiu explicar o porquê dessa reação.A descoberta da cegueira emocional deu origem a um movimento no Congresso americano para que seja banida toda a publicidade com apelo erótico em grandes rodovias do país.


9 SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL

Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo.

Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!


8 SÍNDROME DE RILEY-DAY

Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede... As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.


7 SÍNDROME DE COTARD

Depressão extrema, em que o doente passa a acreditar que já morreu há alguns anos. Ele acha que é um cadáver ambulante e que todos à sua volta também estão mortos. Em casos extremos, o sujeito diz que pode sentir sua carne apodrecendo e vermes passeando pelo corpo... Na fase final, a vítima deixa até de dormir e sua ilusão pode efetivamente se tornar realidade. O nome da doença faz referência ao médico francês Jules Cotard, que a descreveu pela primeira vez em 1880.

Apesar de depressivo e certo de que está morto, o doente, contraditoriamente, também pode apresentar idéias megalomaníacas, como a crença na própria imortalidade.


6 MALDIÇÃO DE ONDINA

O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração.

Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!


5 PICA

Esse nome também estranho não tem nada de pornográfico: pica é uma palavra latina derivada de pêga, um tipo de pombo que come qualquer coisa. E a pica a síndrome, é claro... faz exatamente isso: a pessoa sente um apetite compulsivo por coisas não comestíveis, como barro, pedras, tocos de cigarros, tinta, cabelo... O problema atinge mais grávidas e crianças. Após comerem muita porcaria involuntariamente, os glutões ficam com pedras calcificadas no estômago.Em 2004, médicos franceses atenderam um senhor de 62 anos que devorava moedas. Apesar dos esforços, ele morreu. Com cerca de 600 dólares no estômago...


4. SÍNDROME DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Doença que provoca distorções na percepção visual da vítima, fazendo com que alguns objetos próximos pareçam desproporcionalmente minúsculos. O distúrbio foi descrito pela primeira vez em 1955, pelo psiquiatra inglês John Todd, que o batizou em homenagem ao livro de Lewis Carroll. Na obra, a protagonista Alice enxerga coisas desproporcionais, como se estivesse numa "viagem" provocada por LSD. As vítimas da síndrome também vêem distorções no próprio corpo, acreditando que parte dele está mudando de forma ou de tamanho.


3. SÍNDROME DA MÃO ESTRANHA

"Minha mão agiu por conta própria..." Essa desculpa usada por alguns cafajestes pode ser verdadeira. A síndrome em questão alien hand syndrome, em inglês faz com que uma das mãos da vítima pareça ganhar vida própria. O problema atinge principalmente pessoas com lesões no cérebro ou que passaram por cirurgias na região. O duro é que o doente não presta atenção na mão boba, até que ela faça alguma besteira. A mão doida é capaz de ações complexas, como abrir zíperes... Os efeitos da falta de controle sobre a mão podem ser reduzidos dando a ela uma tarefa qualquer, tarefa qualquer, como segurar um objeto.


2 SÍNDROME DE CAPGRAS

Após sofrer uma desilusão com o cônjuge, com os pais ou com qualquer outro parente, a pessoa passa a acreditar que eles foram seqüestrados e substituídos por impostores. O sintoma por vezes se volta contra a própria vítima: ao se olhar no espelho, ela também acredita que está vendo a imagem de um farsante. Neurose total! O problema tende a atingir mais pessoas a partir dos 40 anos e suas causas ainda não são conhecidas. A síndrome foi descoberta pelo psiquiatra francês Jean Marie Joseph Capgras, que a descreveu pela primeira vez em 1923. Em graus mais extremos, a vítima acha que até objetos inanimados, como cadeiras, mesas e livros, foram substituídos por réplicas exatas.


1 SÍNDROME DO SOTAQUE ESTRANGEIRO

Após sofrer uma pancada ou qualquer outro tipo de lesão no cérebro, as vítimas desse distúrbio passam a falar com sotaque francês... ou italiano... ou espanhol. A língua varia, mas, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem o novo idioma. Segundo cientistas, a pronúncia não é efetivamente estrangeira, só dá a impressão disso. Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, acreditam que o sintoma é causado por um trauma em áreas do cérebro responsáveis pela linguagem, provocando mudanças na entonação, na pronúncia e em outras características da fala. Um caso bem recente da síndrome do sotaque rolou com a britânica Lynda Walker, no mês passado. Após um infarto, Lynda acordou falando com sotaque jamaicano.

25.8.06

Dias mais felizes

Hoje faz um ano do dia 4 de agosto de 2005. A nova geração de ALPIPs parte para a maior aventura de suas vidas: o mítico Interrail. Em homenagem a eles, hoje começo uma série que busca recontar tudo aquilo que eu, Mineiro e Wellington passamos no ano passado - na música-hino de Bryan Adams, those were the best days of my life, summer of '05. Vou tentar relembrar os fatos que marcaram, os países, as mulheres, os assaltos, as curtições. Além disso, não tendo conseguido escrever um diário-de-bordo - sim, era essa a minha intenção - durante o percurso, fica aqui nesse sítio o log da nossa viagem para a posteridade.

Viajar é a maior aspiração do homem e é viajando que o seu espírito alcança maior elevação. Nada pode ser melhor que viajar, nada faz guardar tão boas lembranças e por tanto tempo. Dar a volta ao mundo deveria constar entre os Direitos Humanos, na carta da ONU. Ter amigos de outros países, conhecer culturas bizarras. Gostaria que todos pudessem realizar tudo isso e fazer tudo o que eu fiz. Imagine ir numa balada-pegação com gente (bonita) de uns 50 países diferentes?

Vou começar daí então, Praha, capital do Leste. Indiscutivelmente uma das cinco mais bonitas cidades européias. Chegamos em Praha por acaso, estávamos em Frankfurt e deveríamos ir a Darmstadt dormir na casa de um amigo. Havíamos combinado de nos encontrar as 23h30 na estação, mas o nosso amigão atrasou, tinha perdido uma conexão. Nos restava dormir em Frankfurt, ir a Darmstadt sozinhos (não tínhamos nem o endereço do cara) ou continuar viajando. Eis que vemos um trem para Praha partindo, não hesitamos e fomos para a República Tcheca.

Chegamos lá cedo na manhã, primeiro dia no Leste europeu e suas línguas incompreensíveis - de fato, são bem complicadas, mas tudo o que você precisa saber falar é piwo e kurva. Fomos abordados por um rapaz muitíssimo gentil que nos levou a um hostel. O albergue era superinteressante, uma escola do antigo regime que agora serve para abrigar capitalistas do mundo inteiro. Ansiávamos por um bom almoço, desde Paris não comíamos como gente e fomos num restaurante muito caminhoneiro. Eu me lembro do prato que comi mesmo um ano depois, o fantástico Pasherak - carne com presunto e queijo. Delicioso, acompanhado de uma Pilsner Urquell, a cerveja local. Demos uma bela volta na cidade e nos preparamos para a noite.

Eu já tinha sido avisado há algum tempo que as festas ali eram boas. Então, procurei logo saber da festa perto do rio. Todo mundo sabia. Entramos cedo porque era mais barato desse modo, aproveitei para ir no banheiro sujar a lousa e usar internet, comunicar aos brasileiros que estava chapado dentro de uma balada em Praha. Lá dentro, pegação à moda brasileira. Eram cinco andares de festa, no primeiro tinha um hip-hop onde se juntavam as vagabundas norte-americanas. Americano na Europa em geral é o bicho mais nojento que se possa encontrar, as mulheres são marshmellonicamente grandes e branquelas, só querem saber de where's my Bud.
No segundo e quarto andares, techno normalzinho, não muito agitado. No último andar, um chill out. A chapa esquentava no terceiro andar - eighties! O teto pingava ao som de Bryan Adams, INXS, New Order, Information Society. A galera toda ali, xaveco rolando solto, pegação desenfreada, embalada pela distribuição de cerveja a um euro.

Passamos três dias ali, enrolando nos castelos, igrejas e palácios durante o dia pra se acabar na balada da ponte durante a noite. No último dia, um domingo, resolvemos virar a noite na festa e viajar cedo na manhã seguinte. E as seis da matina, dormindo na estação, bateram a carteira do Wellington. Ninguém viu. Fomos embora pra Wien, deixando a cidade e as saudades. No dia seguinte, descobrimos que tínhamos ido na balada errada, que a boa era a do centro, em frente ao Muzeum.

Esse fim-de-semana vou pra São Carlos!

24.8.06

Um dia de paz.

Fui hoje fazer minha inscrição, muito humildemente, de sandália de dedo e saia jeans. Estava na fila esperando a minha vez, como sempre, e percebi uma movimentação estranha nas escadarias dos salão principal. Pessoas muito bem vestidas, ternos impecáveis, austeras. Até ai nada estranho, coisa comum em faculdade de Direito, sempre há congressos, seminários, como em qualquer outra faculdade, só diferenciados pela formalidade das indumentárias dos senhores doutores excelências que participam.

Feita a inscrição (9 disciplinas, o limite de créditos, esse semestre eu vou ralar...), estou saindo da faculdade e tomo um grande susto. Duas viaturas da Polícia Militar paradas na porta da faculdade, com oficiais empunhando seus rifles ou metralhadoras sei lá - nada estranho também dado que o Morro do Palácio, exatamente ao lado da faculdade, é um dos mais lucrativos de Niterói. Entramos assustadas e um amigo foi tentar descobrir o que estava acontecendo e se era seguro sair. Pra nossa surpresa, ele voltou com a informação de que não havia apenas duas caminhonetes da PM, mas uma Frontier da Polícia Federal, alguns policiais militares de moto, além de diversos agentes e oficiais espalhados pela rua.

A primeira coisa que pensamos foi que poderia ser algum tipo de operação para executar mandatos, dessas que aparecem toda hora no jornal, mas então, alguém ligou os fatos: "deve haver alguém importante aí".

Fui na Secretaria e perguntei para a funcionário se estava acontecendo algum evento no Salão Nobre:

- Sim, o presidente do STJ está aí.

Não demorou muito para descobrirmos mais:

http://www.noticias.uff.br/noticias/2006/08/seminario-jurisdicao-01.php

Um seminário internacional em que se encontravam o reitor da UFF, o já citado presidente do STJ e do CJF, o presidente da Assossiação de Juízes Federais do Brasil e o ministro do Tribunal Constitucional da Alemanha. Além de "autoridades judiciais da França, Portugal, Alemanha e Espanha."

Sem desmerecer a importância de cada um desses indivíduos devido aos seus notórios cargos, me pergunto se a presença deles justifica tamanha preocupação com sua segurança. Porque pelo menos uma vez por semana eu ouço falar na faculdade de alguém que foi assaltado ou teve o carro roubado, isso quando não há nenhum assassinato. Chega a ser irônico, mas quando eu estava descendo do carro hoje para fazer a inscrição um senhor falou para tomarmos muito cuidado que "ontem um carro em que estavam duas meninas da UFF foi roubado". Então, me sinto uma cidadã de segunda classe, alguém que não tem importância suficiente para justificar uma operação de guerra por minha segurança, uma pessoa que tem que se esqueirar, correr para chegar na faculdade sem ser assaltada.

Todo esse tempo que eu estudo na Faculdade de Direito da UFF, somente um dia eu me senti segura, somente um dia eu pode andar com a bolsa na mão e entrar no carro sem a neurose de procurar ao redor por "pessoas suspeitas", foi hoje. Não porque isso seja o minímo que se espera de uma sociedade de se diz pacífica, alheia à guerra, mas sim porque Vossa Excelência, o Ministro Raphael de Barros Monteiro Filho se encontrava na faculdade.

Beijos.

Não posso ficar nem mais um minuto com vocêee...

Somente uma pequena parte das coisas que eu falo ou escrevo fui eu mesmo quem concebeu: o que eu faço é coletar idéias aqui e ali e radicalizá-las, levá-las ao "limite extremo" da compreensibilidade, até um ponto onde façam sentido somente para mim mesmo. Até a Juju, tadinha, já sofreu com esse meu problema boostístico. A própria idéia desse blog não é original, eu já tinha visto blogs em dupla e gostei muito desse estilo - claro, tive o mérito de convecer a parceira ideal para me acompanhar nessa empreitada.

Ontem mesmo ouvi mais uma teoria que é muito boa e merece maior divulgação. Estávamos em uma encruzilhada de bares e precisávamos de uma opção. Todos pareciam bons, não tinha muita variação entre um lugar e outro, o próprio perfil dos botecos era o mesmo. Um se destacava ligeiramente, porque quando chegávamos ao local uma loira maravilhosa, polonesa ou eslovaca ou francesa, de 1,78m, mais um tacco de 15 cm, 2m de perna, entrou para ser a hostess do boteco. Esse bar era dentre todos o pior, era qualquer um menos esse.

O fato é que jovem não sabe escolher bar. Na verdade, jovem não sabe nada, mas aqui vou falar somente sobre escolher bar. Sempre os melhores bares (melhores petiscos, chopp Brahma, cervejas tops, excelente atendimento, garçons camaradas, ambiente estiloso, música agradável) são freqüentados por velhos. Os butecos ruins e caros são escolhidos pela massa jovem universitária. Pode ver, nos melhores bares onde já bebi/comi, a média de idade era superior a 30 anos.

Portanto, na hora de escolher o lugar perfeito para o "api-ú" (happy hour em francês), a tática é descobrir onde o pessoal bebia cerveja 30 anos atrás, certificar-se que a clientela é a mesma daquele tempo e conferir o pânceps e a cara de velho pinguço dos frequentadores. É a vivência boêmia que dá a maturidade para escolher onde molhar as palavras com mais qualidade. Valeu, Ratão!

Ju, tin-tin!
Beijos!

Eu tenho fé


http://www.timesonline.co.uk/article/0,,3-2326448,00.html

23.8.06

Faça um favor ao teu país!

Ju, vai no clube, pega uma bola de basquete e tenta 10 arremessos da linha do lance livre. Se você acertar 3 ou mais, tá melhor que a média da seleção do Brasil. Tem como você ir pro Japão ainda hoje?

22.8.06

da TPM aos canhões...

Seguindo a já tradicional fórmula, comentar sobre o dia pra puxar um assunto, lá vou eu!

Comecei o dia hoje meio com o pé-esquerdo, minha mania de ligar o ventilador (eu acho o barulinho bom), somada à frente fria, me fez acordar resfriada, logo hoje que eu tinha me programado pra pegar pesado na academia pra perder os 4 kg a mais que a comida enlatada americana me deu. Isso me deu um mal-humor danado, meio incomum em mim, que eu logo associei com fatores hormonais (leia-se TPM), mas foi passando ao longo do dia, pois eu não sou de ser chata.

Eu sinceramente, já que o assunto foi tocado, até duvido da existência da TPM, pelo menos em mim, quer dizer, pelo menos eu não sei o que é isso. Acontece que se você acorda mais indisposta ou com o humor meio ruim e lembra que falta uma semana pra ficar menstruada logo liga as duas coisas, é assim que funciona comigo. Ai eu tiro uma licença pra ser grossa e ficar chata, afinal, eu estou de TPM!

Esse assunto me faz lembrar de um julgamento que eu vi em que a ré foi absolvida por que foi provocada e estava de TPM. Não me lembro onde foi que eu vi isso, nem o que ela fez, mas parece que ela teve uma crise, um colapso emocional, alguma coisa assim e cometeu um crime, e foi inocentada por ter Tensão Pré-Menstrual. Provavelmente foi nos EUA, essas jurisprudências meio malucas são sempre americanas. Quando eu estudei Direito Constitucional na faculdade tinha um ponto na ementa da disciplina que era sobre a trajetória constitucional dos EUA, ai a gente tinha que estudar os casos mais famosos, tipo caso Brown, caso Elmer, Snail Darter, etc... Aliás, pra quem se interessa pelo assunto recomendo até o livro, se chama "O Império do Direito", é de um cara chamado Ronald Dworkin, dá até pra leigo ler, bem legal. Lá nos Estados Unidos as decisões da Suprema Corte tem força de lei, então quando tem esses impasses rola a maior discussão, porque o que ficar decidido vai valer pra casos semelhantes, é a tal da jurisprudência né, lá é bastante jurisprudencial, o Direito.

Como o cérebro funciona é uma coisa que deve ser muito interessante de entender, tava escrevendo isso agora, falei em "colapso emocional", sei lá porque diabos lembrei que em inglês tem uma expressão que significa mais ou menos isso, "basket case", é mais colapso mental, mas, de qualquer jeito me fez lembrar. Pensei logo na música do Green Day, e em seguida lembrei que essa música tem os mesmos acordes de "Canon" de Pachelbel, só que com um tom diferente. Bem, a conclusão disso tudo? Lembrei de um videozinho muito bom que rola no YouTube, recomendo aos que gostam de violão, essa versão do Trace Bundy da música de Pachelbel:

http://www.youtube.com/watch?v=N9to1auUNTk

A música se estivesse em um CD, talvez não soasse tão bem como em vídeo, porque o que é mais bonito na versão é a técnica do cara, ele manda muito bem... Se minha memória não falha, o nome dessa coisa de tocar só batendo com os dedos nos trastes é "stacatto". E já que o assunto agora é música (começou com TPM, tá super coeso isso aqui né?), vai uma versão de "Canon" no piano, com a melodia original (é bem melhor a versão orquestrada, pena que não achei no YT):

http://www.youtube.com/watch?v=3f4MLDFdw8A

O tópico já virou um caos mesmo, porque não então, o clipe de "Basket Case":

http://www.youtube.com/watch?v=rhdLWwiY7-w

É isso, beijos para todos!

Recomposição

Não, hoje eu não fiz quase nada. Então não vejo nenhum motivo para postar. Ao menos não dá pra fazer a tradicional puxada de assunto usando um acontecimento do meu dia. Também não tenho nenhuma opinião bem formada sobre nada interessante.

Ontem dormi mal, se é que dormi. Evite brigar. Não brigue, escute o que os outros têm a dizer. As pessoas querem tua ajuda, não teu julgamento. Portanto não discuta. Pode magoar as pessoas. Além disso, acaba com a noite.

Não tendo conseguido dormir, às 3h30 vi Porto Rico vs. China pelo Mundial de Basquete. Pobre China, torci pra eles. As 7h30 testemunhei Brasil vs. Turquia e o enterro de Leandrinho e cia.

Depois fui pra Unicamp, não fazer nada de terça. Ah, aí foi legal. Encontrei a Gabi! Encontrei com ela logo depois que a Juju saiu, tipo às 15h e ficamos batendo papo durante três horas. Ela sabe onde cada um da nossa turma está, mais a respectiva opção sexual e estado civil de cada um. Muito bom, ela contou altas histórias da França, curtiu muito lá.

Fui também na Missa na Unicamp, inclusive confessei meus tantos pecados ao padre celebrante. Ao menos por algum tempo estarei em dia com as minhas infinitas faltas. Legal lá. Vai uma gente maneira, vou tentar me enturmar com o pessoal. Hoje em dia são raros os que não tem vergonha nem medo de querer tentar ser perfeito.

21.8.06

Futuro?

Acabei de fazer o teste online do Citigroup. A avaliação mais difícil desse tipo que já fiz. Pegava pesado mesmo, no inglês, nos conhecimentos gerais e principalmente na prova de "lógica". Também, dentre todos os programas de trainee deste ano, o Citi é destacadamente o melhor, faz sentido. Se eu não passar, tudo bem, não ligo. É até bom, menos uma dinâmica de grupo pra fazer.

Estou inscrito em mais uns dez programas de trainee, tenho bastante chance. É igual concurso público, para quem não sabe: faça um monte, em um você passa. Pode não ser na Unilever, mas será na CCR ou na Reckitt-Beckinser. A Reckitt-Beckinser é bem famosa, faz até o Ajax e o Vanish. Mas sem nem lá eu conseguir, também não tem problema, bens de produção é muito pedreiro.

O negócio é consultoria. Isso é que dá dinheiro! Não, e nem é só isso... o próprio trabalho do "consultor" - que nome de profissão bonita, "sou consultor" - é muito motivante, os cases and all... Mas trabalha demais, consultor. 12, 13, 14, 15 horas por dia. Fim-de-semana. E viaja, vai passar 15 dias em Boston, uma semana na Costa do Sauípe. A trabalho. Acho que não é pra mim, eu não iria dar conta. Acho que eu teria um piripaque igual àqueles do Chaves.

É, não tenho muito jeito mesmo. Mas voltar pra Juiz de Fora, declarar a morte intelectual, isso eu não faço!

O que eu queria mesmo... bom, o que eu queria mesmo era fugir pra Europa de novo. Casado. Eu queria era chegar para alguma e falar assim, casa comigo e vamos pra Europa, com tudo pago??? É verdade, é isso que eu quero. Por isso que não fiquei por lá. Não aguentava a solidão daquele lugar, mas acompanhado na Europa é bom demais. Já me disseram que é uma proposta irrecusável, mas nunca a apliquei na prática. Só uma candidata me interessou até agora, mas ela ainda não apareceu pra fazer entrevista.

Eu não existo.

20.8.06

Long time no see

Nem iria postar. Tô com a cabeça meio ruim desde quinta-feira à noite, peguei uma friaca depois da prova da Bain e fiquei ruim. Até agora, garganta ruim, nariz escorrendo - rinite é foda. Mas, mais do que isso, eu tô é com saudade de você, Ju, tem mais de uma semana que a gente não se fala. Resolvi postar pra você! =)

Vou falar dos Ídolos. Do Brasil. Há um tempo atrás, criei um tópico na comunidade Guga Kuerten criticando uma ridícula cirurgia mediúnica que ele inventou de fazer para poder se recuperar e voltar às quadras rapidamente. Tendo passado por tudo quanto é lugar e feito tudo que a medicina lhe poderia oferecer, apelou aos fantasminhas camaradas para acelerar sua recuperação - impossível, mexeu com quadril, amigo, desiste que não volta mesmo.

No grupo lá fui execrado, pediram minha cabeça. Fui taxado de herege por meia comunidade. Não pode falar mal de ídolo, nem pelo que o cara faz fora das quadras! Que isso, o cara vacilou, tem que meter o pau mesmo!

No Brasil, o povo depende muito de ídolo... eles acabam fazendo até mal. Veja o caso Senna, que era até bonzinho, mas nem o melhor do Brasil ele era (sou mais Piquet). Melhor do mundo? Fala sério, entra aí na fila atrás do meu amigo Schumi, do Prost e do Fangio, que ganharam mais que ele. Veja bem, depois do Senna ninguém mais apareceu.

Tô falando isso tudo também porque ainda estou meio indignado por sexta-feira, perdemos na estréia do mundial de basquete. É, eu torço pra França no futebol, mas nos outros esportes eu sou normal. E sexta foi feio. Já ficamos de fora dos dois últimos jogos olímpicos, o basquete do Brasil tá no buraco. Noventa e nove porcento dos brasileiros não sabem, mas somos bi-campeões mundiais e temos bronze olímpico no basquete. Puta tradição. E tá no buraco por causa de um ídolo, Oscar Schmidt. O cara é realmente foda, é meu ídolo, recordista de pontos na carreirra e em Olimpíadas. Protagonizou a vitória esportiva mais comemorada por mim em todos os tempos (depois da Copa Dunga '94), o Pan de Indianapolis, 1987. O problema é que, assim como Guga, não soube a hora de parar. Não dando espaço para os jovens, arrastou para baixo 10 anos de basquete brasileiro consigo. Foram os anos Rogério, depois os anos Marcelinho. E esse Marcelinho tá aí ainda, afundando o Brasil. (pausa) nesse ponto eu deveria criticar o Giovannoni também, mas ele se redimiu contra o Catar* (/pausa). A geração de craques (Leandrinnho, Varejão, Splitter...) tá nova ainda, mesmo assim vai fazer bonito nesse mundial. Eu sonho alto, acho que esse time vai embalar e vai pegar uma semi-final aí. Torçamos - como se alguém desse bola pra qualquer outra coisa que não futebol...

É isso aí, beijos!

* Alguém saberia me dizer porque o Qatar agora é Catar?

18.8.06

Melhor nem esquentar a cabeça com isso agora...

3:10 da manhã, estou de volta! Cheguei em torno de meia-noite, mas pergunta se as meninas que moram comigo me deixaram descansar da longa viagem com duas escalas que eu acabei de fazer. Nada. A gente tinha papo pra no mínimo ficar conversando até de manhã, mas apareceu meia caixinha de cerveja esquecida na geladeira que, junto que o meu cansaço da viagem, me fez entrar em um estado de semi-consciência de tanto sono. To aqui escrevendo com um olho só aberto - o outra já tá dormindo - porque to com saudade de escrever nesse espacinho aqui.

Pelo visto, na minha ausência, o papo já chegou até no fim do mundo, literalmente. Tanta opinião que eu tinha pra dar sobre esses seus posts tão legais, Gu, que me sinto obrigada a escrever, mesmo no estado que eu tô.

O vôo foi tranqüilo, a viagem maravilhosa. Mas sempre tem os "poréns". Dessa vez é o cartão SD da camêra digital que simplesmente sumiu. Espero que eu encontre ele perdido no bolso de alguma calça, porque perder as fotos da viagem vai ser muito ruim. Melhor nem esquentar a cabeça com isso agora...

Amanhã tenho churrasco pra ir. Despedida de uma amiga minha da faculdade. Eu chegando e ela indo, pra Nova Iorque, fazer o tal do "work experience" que todo mundo faz agora. Só quero ver se eu vou acordar. Pra mim são 22:00, horário de lá. Bota aí 12 horas de sono, no mínimo - eu to arrasada - ou seja, 10:00 de lá, mais 5 horas vai dar 15:00 daqui, só que pra mim vai ser de manhã. Ih, melhor nem esquentar a cabeça com isso agora...

Também tenho que ver quando é a inscrição de disciplinas da faculdade, que eu não fiz pela internet. Vou ter que montar meu horário olhando pra um moral enorme com o código das matérias e os horários, tendo que consultar outro mural enorme, do outro lado do salão principal, que informa o código da disciplinas. Sem levar em conta o quadro os professores e os pré-requisitos de cada disciplina, do lado do mural dos códigos. Meu Deus, melhor nem esquentar a cabeça com isso agora...

Enfim, o meu olho que sobrou acordado tá começando a fazerm uns REM esquisitos aqui. Melhor eu ir dormir agora e depois escrever tudo que eu to devendo pra esse blog. Boa noite pra mim.

Beijos.

Armageddon - sinais que apontam que o mundo está realmente acabando

Fact #1 - Em 2008 será lançado o filme Indiana Jones 4, com Harrison Ford. Ele terá 66 anos. Sir Sean Connery tinha 59 quando intrerpretou o Sr. Henry Jones no último filme (Indiana Jones - The Last Crusade).

O fim da biologia

Tinha já um tempo que eu queria contar essa história. Depois de ontem à noite, não tem mais como postergar.

Dentre as 3 matérias que estou fazendo, a que mais se destaca é BE310 - Ciências do Ambiente. Pô, eu curto muito biologia, sempre curti. Tem o lance das biólogas também, minha mãe é bióloga, sempre fui fã de bióloga, mas enfim, eu esperava bastante do curso.

Primeira aula: o cara diz que o core do curso esse ano é aquecimento global. Disse que antigamente vinha um camarada muito esperto no assunto palestrar para os estudantes. Até que um belo dia ele apareceu com relatórios dizendo que o aquecimento global que está acontecendo tem razões naturais, que são flutuações normais da temperatura média da Terra. Proibiram o mano de dar a sua tradicional palestra. Isso que o nome da matéria é ciências...

Ontem foi a gota d'água. Aula sobre origem e evolução do homem. Bastante interessante, por sinal, muito descritiva, bem apresentada (também, pegou tudo da SciAm...). No final, chega-se à conclusão que a evoluçao biológica chegou a uma espécie de fim e agora a evolução é espiritual! Grande - nesse momento, pasmem, foi citada a Teosofia de Madame Blavatsky.

E não era tudo! O gran finale: de acordo com o calendário Maia, ratificado por uma análise do I Ching e por um episódio de X-Files, o fim do mundo será em 22 de dezembro de 2012, as 23h11.
O maluco ainda tentou justificar o fim do mundo como o ponto na timeline da Terra em que a produção de informação, de inovação se anula: como uma espiral que "é infinita mas em um ponto colapsa".

É brincadeira... isso porque é Unicamp ainda, internacionalmente connhecida por ser boa em pesquisa de ponta e por formar bons cientistas. Em homenagem ao meu professor, tenho a honra de inaugurar uma nova seção no blog: Armageddon - sinais que apontam que o mundo está realmente acabando!

17.8.06

Merece destaque

A teoria está descrita em detalhes em

http://www.intellectualwhores.com/masterladder.html.

O amigo gay caiu no abismo.

Meu pequeno pitaco sobre o assunto...

Acho que esse site tem a ver com o assunto:

http://www.fastseduction.com/guide/

"If a girl ever blocks advancing the relationship by saying, 'No, let's just be friends,' say, 'No, I have lots of friends. See you later.'"

"The debate of 'nice guys vs. jerks' has been raging for quite a long time. The nature of being a 'nice guy', however, is commonly misunderstood. It is believed that being polite, considerate, friendly, tender, romantic, etc. is what being a "nice guy" is all about and thus those qualities should be avoided, as it is the 'jerk', the rude, the inconsiderate, the impolite, the rough guy who always gets the girl while the 'nice guy' is waiting outside in the pouring rain with flowers in his hand.

It doesn't mean that women prefer rude over polite, inconsiderate over considerate, etc. It all becomes clear when we look at a very important issue often overlooked when trying to define what makes the 'jerks' beat the 'nice guys' when it comes to getting the girls. It is sexuality - the 'jerks' are not afraid to show that they are sexual beings, while the 'nice guys' hide their sexuality as a part of their agenda of being friendly, polite, and courteous towards women."

Beijos.

Falando em bambis...

"Que beleza! Que coisa bonita!"
Eu sonhava com um 1x1 e Rogério Ceni perdendo um pênalti aos 41 do segundo tempo. Mas saiu melhor que a encomenda.

Como não ser um amigo gay

Primeiramente, é preciso determinar a causa da amizade gay.

Em 90% dos casos, torna-se amigo gay a pessoa que demora excessivamente para intimar a parceira pretendida. Segundo o fundador da Teoria da Amizade Gay, a partir do primeiro "oi", o interessado tem 3 minutos para intimar a presa, passado esse tempo ele já se configura como um amigo gay da mesma. Cabe portanto ao intimador ter pressa. No caso de o tempo expirar, o intimador deve se afastar da vítima imediatamente, ou então será tratado como amigo gay.

A vítima de uma intimação também pode contribuir para o fim das amizades gays. Atenção: se você é gata, inteligente, interessante e solteira e alguém vem te ligando, chamando para sair, mandando e-mail ou scrap sistematicamente, esteja certa que não é teu amigo. Se a pessoa em questão já te intimou alguma vez e levou fora, essa pessoa é seu amigo gay.

O que fazer nessa situação? Nem tudo está perdido. A amizade gay é um estado transitório, sofrendo um decaimento à amizade ou ao relacionamento de interesse (nunca vi). Entretanto, a meia-vida desse processo é deveras longa. Para amizade, é preciso deixar o intimador arrumar uma outra parceira - e isso pode não acontecer nunca. O melhor a fazer é se afastar, o amigo gay NÃO quer saber de como andam seus casos: é bem sabido que amigo de mulher (gata, inteligente, interessante, solteira) é cabeleireiro.

A seguir, um método sub-ótimo para saber quem é cabeleireiro.

16.8.06

O amigo gay

As relações entre humanos afins podem ser de amizade (tipo você e seu cachorro) e de interesse.
As relações de amizade estão bem definidas e classificadas segundo o nosso oráculo virtual, o Google: best, good ou just friend, acquaintance e haven't met. Por outro lado, as relações de interesse são aquela infinidade de nomes que você pode dar para tua (teu) parceira(o): namorada, caso, esposa, amante, scopamica (não vou traduzir, digo somente que scopare é varrer, dar vassouradas, passar a vassoura gostoso) e tudo mais que é nome para desginar a pessoa que você beija.

Entretanto, no largo espectro das relações humanas, existe uma infeliz posição até hoje pouco conhecida: trata-se do amigo gay.

A primeira coisa: o amigo gay não é homossexual. Quer dizer, se o parceiro é do mesmo sexo, essa baixaria pode ser uma amizade gay gay.

O amigo gay é o cara que tentou beijar uma mina e não teve capacidade. Teve qualquer motivo fara não fazê-lo (isso não interessa ao assunto, embora quase sempre o motivo seja o tempo excessivo para a intimação) e não o fez. Depois do fora, ele continua insistindo em falar com a mina, caracterizando-se um amigo gay. Logo a mina arruma namorado e começa a falar dele (meu namorado não me dá atenção, mas ele é lindo; meu namorado me chifrou ontem mas eu amo ele, etc...) para o amigo gay, daí o nome tão particular.

Você é amigo gay? Tem amigos gays?? Acompanhe na seqüência: como não ser amigo gay, como não ter amizades gays!

Cruz credo!

Quem tá mal é o Rio... Temos que escolher um dentre as seguintes... eh... coisas:

1) Senador Sérgio Cabral Filho:

"Como Governador vou ampliar os programas do governo Rosinha [ânsia de vômito], como o Restaurante Popular, que oferece comida de qualidade por apenas 1 real."

2) Senador Marcelo Crivella:

O que dizer de alguém que é bispo licensiado (???) da Igreja Universal do Reino de Deus.

3) Deputado Federal e Ex-Juíza Denise Frossard:

Aparentemente a "moins mauvais", mas tem como vice Eider Dantas, do PFL, o secretário de obras de César Maia.

Resumindo:

Cruz credo!

Ela merece! Ela merece!

Melhor falar do debate de segunda, antes que esfrie demais.

Então, pela pequena repercussão que teve, nota-se que debate perdeu a graça. A parte que a própria discussão política no Brasil é muito limitada, que não exista diferenciação entre as propostas dos candidatos e que o povo não se sinta representado por nenhum dos 429 partidos, (426 deles insignificantes), os jogadores do match eleitoral são pouco destacados. Resultado: nenhuma audiência.

O Estado de São Paulo trouxe no último domingo um revival dos históricos debates da Band, desde 1989. A democracia brasileira ainda usava fraldas quando Marília Gabriela apresentou um encontro que que marcou época: num mesmo palco estavam Covas, Maluf e outros mais pitorescos e menos conhecidos como Afif e Caiado - tem tudo no Youtube.

A reportagem trazia ainda os diálogos que entraram para a história. A piada mais recente foi de Collor:

- Candidato, faça uma pergunta a Enéas.
- Ah... fala qualquer coisa aí.

Desta vez, nada disso. O mais próximo que estivemos de uma risada foi com a piadinha do Eymael. Segundo ele, Lula não sabia do mensalão, não sabia do envolvimento do Zé Dirceu, nem do Palofi, também não deveria saber que tinha um debate marcado para o dia 14 de agosto.

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É uma pena que eleiçao de presidente não seja um jogo. Se fosse, eu certamente votaria na Heloísa Helena.

Segunda-feira à noite ela ganhou de goleada, deu show, mais uma vez. De todos os candidatos a presidente, ela é única política mesmo. O resto é figurante. Somente ela sabe discursar de maneira animada, empolgante, convincente. Mesmo quando não tem a menor noção daquilo que está falando. Já tinha flagrado a senadora dizendo que "o orçamento do Brasil é de 1,8T reais".
No último debate, disse que queria um Banco Central autônomo. Acho que não preciso explicar-vos que tal proposta não agrada tanto o PSTU - a autonomia do BC é os que os "vis meninos de recado do sanguinário capital especulativo internacional" vem desejando há anos. Some-se a isso a tal redução da taxa de juros por decreto presidencial.
Essa mulher é garantia de espetáculo. Pena mesmo que não é um jogo.
  • Falando em taxa de juros, vale destacar uma ótima intervenção do senador Cristóvam Buarque nesse momento; ele teve uma participação muito boa no debate, um honroso segundo lugar.
  • A única divergência perceptível entre os candidatos em duas horas de debate foi com relação ao "tamanho do Estado". E foi preciso apelar à extrema esquerda, capitaneada pela senadora e à não-tão-extrema direita, de Luciano Bivar, para termos essa discussão. O deputado pernambucano propôs - o óbvio - reduzir a patologicamente gigante máquina pública brasileira. São 40000 cargos de confiança no Governo Federal do Brasil, contra 100 na Holanda e 3000 nos EUA, segundo ele. A candidata, que provavelmente não tinha nem entendido o que se estava discutindo - defendeu o inchaço.

15.8.06

Mão esquerda: mão do relógio!

É verdade. O fato é que no Brasil há um extremismo por parte da (pequena) classe intelectualizada. De ambos os lados, direita e esquerda. A direita, vide MSM, incentiva isso aí que você magnificamente descreveu: diminuição da maioridade penal, pena de morte, prisão perpétua, 220 anos de prisão em regime fechado, tortura. A esquerda, on the other hand, defende um tratamento aos delinqüentes que às vezes parece proteger mais o culpado que a vítima - relativização decorrente da própria maldita teoria marxista.

A massa popular (aquela que Caco Antibes tão detalhadamente nos contava), em vez , não sabe nem o que é isso. Em recente pesquisa realizada pelo Datafolha, revelou-se que 47% do eleitorado brasileiro se diz "de direita", contra 23% "de centro" e 30% "de esquerda".
Comparando essa pesquisa à última parcial da corrida eleitoral, percebe-se que a porcentagem de eleitores que pretente votar em Lula é muito próxima àquela de brasileiros "de direita".
Que sentido isso faz? Mapeemos uma pesquisa sobre a outra:

  • em Alckmin votariam os "de centro", faz sentido;
  • na senadora votariam os de esquerda, ok;
  • em Lula votam os conservadores? Estado grotescamente extenso, lei do aborto, cotas raciais nas universidades, apoio à "diversidade sexual" ?!?
Os canditatos (aparentemente) de direita, Bivar e Eymael, não são sequer mencionados.

Ainda segundo a pesquisa, o povo brasileiro é conservador e ainda mantém posicões contra a legalização do aborto e a descriminalização da maconha, e é a favor da pena de morte. O que faz sentido com a nossa orientação média direita-esquerda. Como você bem disse, o que não sabemos é votar.

Beijos.

Not so good bye...




Tá chegando a hora...
=(

14.8.06

Todo mundo tem o dever de achar que pode mudar o mundo

Diante do incontestável crescimento do crime organizado no Brasil, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, é preocupante a questão da relativização dos direitos humanos. Uma pesquisa recente do Instituto Datafolha, encomendanda tela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo, mostrou que a maioria dos entrevistados (51%) se manifestou a favor da adoção da pena de morte no Brasil (42% eram contra). Tais estatítiscas demonstram que grande parte dos brasileiros acreditada que a pena capital seria útil no combate à violência. Fazendo uma pesquisa rápida por comunidades no orkut usando como palavras-chave "direitos-humanos" vemos que comunidades contra os direitos humanos "para bandidos" tem até o dobro de membros da maior comunidades de simplesmente direitos humanos. Aonde eu estou querendo chegar com isso tudo? Bem, vimos esse final de semana que o crime organizado no Brasil chegou a um novo patamar, o seqüestro de um repórter e um cinegrafista da Globo, com o objetivo de obrigar a emissora a veicular um vídeo em que os seqüestradores falavam "em nome da população carcerária de São Paulo" exigindo o fim do RDD, que "vai contra o princípio de ressocialização do preso", entre outras coisas, é uma evidência de que as facções criminosas brasileiras estão agora ao nível das piores organizações criminosas do mundo, como a máfia italiana e o cartel de Pablo Escobar.

Não quero aqui fazer um discursinho de esquerda e defender coisas que são óbvias para todos: é preciso uma ação coordenada entre as esferas de poder, já passou da hora de acabar com essas disputinhas eleitoreiras entre Estados e União. Que se decrete estado de emergência, e se emende a Constituição se for preciso para que o Exército possa atuar contra o tráfico. Que se invista em educação massivamente para parar com a "fábrica de meliantes". Isso é mais que óbvio. Mas o que me preocupa a relativização dos diretos humanos. É natural que o pensamento do população tenda a ficar mais radical com relação ao combate ao crime, é auto-defesa. Você se vê enclausurado dentro da sua casa, quando sai na rua parece que está atravessando um campo de guerra, olha pra todos os lados, atravessa a rua quando vê alguém suspeito, mesmo assim é assaltado, agredido, seqüestrado. Isso não é vida. Por isso, idéias como a "pena de morte" começam a ficar cada vez mais atraentes: "pra que ficar gastando dinheiro com esses vagabundos, porque não mata tudo logo", "na ditadura não tinha essa vergonha toda".

Acontece que a gente concentra toda a nossa raiva em pessoas que são o reflexo de um problema maior. A violência não acontece de baixo para cima, do pobre contra o rico. A raiz do problema está na corrupção, está nos deputados, senadores, juízes. Só que é muito fácil negar sua parcela de culpa nos problemas do país, ninguém lembra em quem votou pra deputado federal nas ultimas eleições, ninguém sabe dizer que projetos de lei esse deputado criou ou se o patrimônio dele cresceu durante o mandato. "Mas ninguém presta". Daí o voto nulo. "Não vou votar em ninguém, meu voto vai ser um protesto". É bem mais fácil do que entrar no site do TRE e ver a prestação de contas dos deputados.

O problema é nosso. A "pouca vergonha" é nossa. Somos nós. A lei está lá, no papel, no Código Penal, na Constituição. Mas nós não temos o dever de cumprir a lei, os outros tem. Pensamos muito nos nossos direitos e esquecemos que temos deveres. Todos tem direitos e deveres, e direitos e deveres iguais! "Ah, mas os bandidos não respeitam a lei". Que sejam presos então. Que tenham direito a um julgamento, se forem primários, cumpram em liberdade, se forem condenados fiquem na prisão para se ressocializar, e não para se especializar no crime. O cumprimento da lei, como ele existe, é mais do que suficiente para que sejamos uma democracia de fato, e não apenas no papel. O problema é que nós não elegemos pessoas boas o suficiente para fazer isso.

Beijos.

Observatório da Jihad (blogspot)


Meu, isso é fantástico.

Re: flexões

Mandei essas dicas para o escritor de um outro blog. Acho que valem para nós também.

Oi (unknown),

parabéns pelo blog, acho que tem que valorizar mesmo a tua iniciativa. Tem muito pouca gente que sabe fazer alguma coisa hoje em dia, escrever então, dá pra contar nos dedos. Tem um amigo meu que diz: "seja mais ou menos, porque a maioria é muito ruim". E o teu blog faz o que se propõe, parabéns.

No conteúdo, é interessante manter amplo o espectro de assuntos, fica mais leve, gostoso o texto. Principalmente para escrever. Entretanto, têm mais audiência os blogs direcionados, você sabe. Os blogs que eu mais gosto são o do Cristaldo (blogspot) e o Superego (link no Globo).

Se optar por sintonizar o teu texto, recomendo ficar só com os posts de cunho mais cultural e comportamental. Você fez coisas muito boas aí nesse tema, que é carente de coisa legal, ao menos quando se trata de blog. Tem um blog bem famoso na Itália (http://blog.libero.it/bigbabol/ , se conseguir se virar no italiano) que é super legal, 3 gurias fazendo um Sex and the City, assim. De política acho besteira falar. Mesmo o discursinho tem-que-mudar-tudo-isso-que-tá-aí, que agrada os teus leitores (base universitários, creio), é muito difícil sair do lugar comum, já tem muita coisa sobre isso online. Sobre futebol, eu evitaria também. É muito binômio Corinthians-Seleção e ninguém da muito crédito para aquilo que mulher fala mesmo. Diálogos com teu parceiro poderiam até ser legais.

Falando nisso, ele não me parece muito participativo, o que é, webdesigner?

Espero ter ajudado aí. Óbvio que o blog a gente escreve o que gosta, e eu falei como eu gostaria que fosse. Portanto, ainda que de bom gosto, é só uma opinião. Valeu!

13.8.06

Ah, mio cuore!

Um dia acordado por Air Supply só pode ser agradável. Making love out of nothing at all no aparelho de som de algum dos moradores daqui de casa (dos quais sei o nome de mais ou menos metade) me levantou para o dia dos pais.

Fui almoçar na casa do Sr. João e levei para ele um Corvo. Presente ótimo se ele não fosse abstêmico de álcool. O siciliano é muito bom, recomendo aí para quem aprecia um bom vinho. Encorpado, alcoólico, próprio para carnes e massas fortes, bem temperadas.

No Pão-de-Açúcar, o Corvo é o único vinho italiano que dá pra comprar, paguei R$34,90 num vinho que custa 4 euros. O resto é enganação demais. Eles selecionam todos os vinhos mais baratos da Itália, que lá em hipótese alguma custam mais de 2 euros, e vendem aqui por quase R$ 30,00. É bizarro, é chamar o consumidor de idiota, qualquer um que já tenha comprado em vineria e vê aqueles preços fica indignado. Um moscato (2,67 euro na promoção) é vendido por 52 reais.

Os vinhos italianos do Pão-de-Açúcar são pra extra-comunitário tomar no almoço.
Parafraseando o velhinho:

"É cinco real pra fazer caridade."

12.8.06

Andale! Andale!

Hoje fiz a mudança para meu novo lar. A casa é boa, pessoal legal, me receberam com churrascada.

Antes disso, vi um filme bonzinho, Spanglish. Vale a pena conferir porque é escrito e dirigido pelo senhor James L. Brooks, de As Good as it Gets. Em Spanglish ele mantém seu estilo característico, uma espécie de drama sarcástico, um humor negro velado. Não podendo ser melhor que o antecessor, o filme garante duas boas horinhas de diversão. O mais legal, Ju, que é passado aí em LA! A protagonista é uma imigrante mexicana que decide morar na Califórina porque nesse estado 48% da população é composta de "hispânicos", contra apenas 33% no Texas.

Beijos pra ti e bom domingo a todos!

"-How can you describe women so well, Mr. Udall?
-Easy. I think of a man. And then I take away reason and accountability."

11.8.06

From Neverland to Wonderland

Em tempo, Lewis Carroll, autor do clássico "Alice no País das Maravilhas" era matemático.

Paz entre os povos!

Que isso, que isso... olha o preconceito!

Tá bom, vai Ju, que vocês da humanas são mais descolados, "cabeça-aberta", interessantes e tal. Mas agora porque nós somos engenheiros não podemos ler nem os clássicos da literatura?

Parece até uma vez, primeiro ano de faculdade, o bicho foi assistir uma palestra do José Arbex Jr. no IFCH. Lá pelas tantas, uma guria muito várzea da moradia se levanta e reclama que os "de exatas" estão se cagando para o FMI, para a guerra no Iraque, pro Bush. Eu, até então comunista, fiquei indignado e falei alto: engenharia!!! E levantaram o braço metade da sala.

Agora vou ter que ir, tenho que apanhar um livro na biblioteca.

Futebol-arte é coisa de viado

Muito bom, Ju, continua hilária.

Homenagem ao amigo Wellington, que tá no bem bom lá em Barcelona (terra de excelente culinária), em tempos de final de Libertadores...

Deu no Zero Hora:
Começa a Festa da Noz de Pelotas. O slogan desse ano é

"Vem comer noz!"

10.8.06

"Gratia gratiam parit"

Boa é aquela do James French. Que sugeriu a manchete do jornal para o dia seguinte à sua morte:

"French Fries"

Obs.: James French foi condenado a morte na cadeira elétrica e executado em 1966, nos EUA.

As Aventuras de Holden Caulfield

Pois é, quem não tem a famosa "Síndrome de Peter Pan". O meu querido companheiro de blog, por ser da área de exatas, pode ser que não tenha lido esse clássico, mas muitas vezes, quando eu to me sentindo meio assim... com muitas resposabilidades, eu dou uma relida em "Catcher in the Rye", em português, "O Apanhador no Campo de Centeio", de Jerome D. Salinger. Tentei achar uma versão ebook pra colocar aqui, mas não consegui =(
O livro ficou muito famoso com a morte de John Lennon, pois foi encontrado com seu assassino ou alguma coisa assim. Conta a história (estória é muito feio), de Holden Caulfield, um adolescente rebelde que vive uma verdadeira odisséia quando é expulso, pela enésima vez, de uma escola, e tem que se virar pra voltar pra casa e contar pros pais. A influência desse livro na cultura do EUA é muito grande, há várias referências a ele em outras obras literárias e em filmes. Simon and Garfunkel, por exemplo, pensaram em se nomear "Catchers in the Rye".

Mas voltando à história, a característica mais interessante de Holden é seu desejo íntimo de proteger crianças, de maneira que ele simplesmente não enxerga a criança que ele é. Ele acredita que é adulto, mas o que ele está fazendo é negar a proteção e a ajuda que ele precisa. Olhem só o trechinho:

"Anyway, I keep picturing all these little kids playing some game in this big field of rye and all. Thousands of little kids, and nobody's around - nobody big, I mean - except me. And I'm standing on the edge of some crazy cliff. What I have to do, I have to catch everybody if they start to go over the cliff - I mean if they're running and they don't look where they're going I have to come out from somewhere and catch them. That's all I do all day. I'd just be the catcher in the rye and all. I know it's crazy, but that's the only thing I'd really like to be."

A metáfora aqui é muito legal. Holden se imagina entre um campo de centeio cheio de crianças brincando (que representa a infância) e um penhasco (que representa a maturidade). A função dele é ser o apanhador, "the catcher in the rye", o cara que vai ficar salvando todas as criancinhas de cairem no abismo da vida adulta. Não por acaso, sendo o apanhador no campo de centeio, ele está tentando se livrar de se tornar adulto ;)

Se você não leu esse livro Gu, recomendo que você pegue ele o quanto antes na biblioteca da sua faculdade pra ver se você se conforma melhor com essa necessidade de "se encaminhar", como seus amigos. Eu já comprei minha passagem só de ida pra "Terra do Nunca" há muito tempo...

As aventuras de Peter Pan

Sempre achei que a música que me definia como pessoa fosse "Caçador de Mim". Era eu escrito. Ultimamente, em vez, me vejo como uma versão masculina de "Quem sabe ainda sou uma garotinha...", da Cássia Eller, apenas alguns centímetros menos máscula do que eu. Já estou com 24 anos, mas não sei quando vou crescer, virar adulto, nem sei se isso vai acontecer um dia. Hoje recebi uma ligação, uma proposta top-down da Arcelor (EU AMO A PADRINHAGEM!!!), me convocando para uma entrevista de estágio na próxima terça-feira. Admiro muito a empresa, boa proposta, boa área, chances de efetivação e carreira numa companhia multinacional, que figura entre as 10 mais lucrativas do Brasil. Mas em Piracicaba, a 80km daqui.

Muito provavelmente vou ter que negar a oferta. Não tem como ir para lá todo dia, ou três vezes por semana, que seja. Não tenho carro, não tenho grana para comprar um carro, nem acho que meus pais me darão um. Não tenho casa própria, nem alugo uma para mim. Nem ao menos tenho um quarto só meu. Divido uma suíte com um cara que nem conheço. Também, para que serve, nem namorada eu tenho. Nem rolo.

Meus amigos estão todos já "encaminhados". Casa, trampo, mulher, rotina. Eu continuo indo de bermudas para a faculdade.

Espero em Deus que 2007 mude um pouco as coisas para mim. O nome do teu post foi muito bem escolhido. Beijos, querida.

Blogging

Temos uma clara predestinação ao sucesso. O nosso blog já deve contar com cerca de dez acessos em apenas um dia! A qualidade dos textos (e autores) é evidente, a escolha dos assuntos, a freqüência das postagens, tudo ok.

Só essa parte gráfica que pode melhorar muito ainda. O tamanho dos caracteres é insuficiente para uma boa leitura (até para uma pessoa que tenha a sorte de enxergar normalmente), a cor não fica bem com o fundo meio preto. Estou pensando em juntar-me aos DCEs do Brasil e boicotar o Google! Migrar para um outro blogger! Meanwhile, estou vendo coisinhas necessárias como um contador de acessos e blablablá.

Sobre os temas, o objetivo do blog, a gente vai traçando à medida que vai escrevendo mesmo. Se for ter outros leitores, é bom postar alguma opinião interessante sobre alguma coisa importante de vez enquando - o diário da Ju talvez só eu queira ler, o meu talvez nem ela queira!

U.C.E.U.A., o blog mais pretensioso da net!

Aproveito o espaço para divulgar o meu outro blog, "O Observatório da Bola". Ali, comentamos o esporte (principalmente futebol europeu, que não encontra repercussão suficiente por aqui) e a fabulosa imprensa esportiva brasileira, de Kajuru e Noronha! Valeu Ju, depois a gente acerta o jabá! Já consegui uma leitora pr'a gente! Beijo!

Right back where we started from!

São um pouco mais que oito da manhã aqui, perdi o sono, tá tudo mundo dormindo ainda. Ontem a noite eu não fiz nada, fiquei aqui na casa do meu amigo. A família dele é um amor, todos muito simpáticos e prestativos. Ficamos conversando na varanda até bem tarde, o maior intercâmbio cultural. Descobri várias coisas legais e fiquei impressionada como eles se interessavam pelo Brasil. Acho que por aqui ser um lugar onde há mais latinos, inclusive bastante brasileiros, as pessoas são um pouco menos alienadas. A pergunta mais estranha que eu tive que responder foi da filhinha mais nova, de 9 anos ("É verdade que no Carnaval pode andar pelado na rua?"), no que todo mundo riu bastante, sinal de que era só ela que tinha essa dúvida.
Por falar nisso descobri que aqui pertinho, em Long Beach, no terceiro domingo de Setembro tem um tal de Brazilian Street Carnival. Acho que o nome é auto-explicativo né, é uma espécie de mini-carnaval brasileiro que fazem por lá. Pena que eu vou embora antes de poder ver isso.
Hoje eu vou conhecer algumas praias daqui. Em termos de praia isso aqui é um mundo. To até com um link legal aqui das principais praias do condado de Los Angeles:

Los Angeles County Beaches

Vou ficar por aqui por enquanto, mais tarde eu posto de novo.
Beijos para todos (todos?!).
(=

P.S.: Aliás, não tem musiquinha mais a ver com o momento (to tirando onda mesmo, são minhas férias!)

Phantom Planet - California

We've been on the run
Driving in the sun
Looking out for #1
California here we come
Right back where we started from

Hustlers grab your guns
Your shadow weighs a ton
Driving down the 101
California here we come
Right back where we started from

California!
Here we come!

On the stereo
Listen as we go
Nothing's gonna stop me now
California here we come
Right back where we started from
Pedal to the floor
Thinkin' of the roar
Gotta get us to the shore
California here we come
Right back where we started from

California!
Here we come!

Beijos!

9.8.06

Maranata

Hoje, inauguração desse blog, fui acordado às 5h30. Ao lado da humilde casa onde estou hospedado, uma loja funciona como igreja evangélica. Cismaram de entoar cantigas celtas antes que o galo cantasse.

Os barulhos me acordaram e me remeteram aos tempos de velha @rromba, minha ex- eterna república. Ali, meu vizinho de quarto tinha essa mania. Sinergia, seu nome. Acordava todo dia impreterivelmente às cinco da matina e cantava uma música estranha, um tipo de reza pós-néo-holística. O incrível é que, não sei se ele entrava em transe, mas pronunciava 725 palavras por minuto. Óbvio que eu não entendia nada, só o refrão, que era assim...

Loremipsumdolorsitametconsectetueradipiscingelit
I AM!
I AM!
I AM!

Que necessidade de auto-afirmação! A seita tinha algo a ver com luzes roxas ou púrpuras, e um tal de Saint-Germain. Curioso? Não sei o que são ou quem é o sujeito, o Wiki tá aí pra isso.

Bons tempos aqueles, o Sinergia era uma grande pessoa. Era vegetariano. Me ensinou a apreciar aquela comida até então insossa, super sem-graça. A ele devo a autoria da receita que sei preparar melhor, a Pasta a la Sinergia!

Ingredientes para duas pessoas

500g de macarrão Barilla,
uma caixinha de molho de tomate (melhor amassar os tomates você mesmo e fritá-los no azeite);
uma caixinha de creme de leite (ou de latinha, sem soro);
um maço de manjericão:
mussarela à vontade;
sal e qualquer outro tempero que gostar. Para mim, só sal.

Modo de fazer

Cozinhe o macarrão. Niente sale, niente olio. Vão bem umas folhinhas de manjericão na água. Misture o molho de tomate e o creme de leite, até obter um caldo monofásico. Então, ponha as outras folhas de manjericão e a mussarela, o quanto achar que aguenta. Tempere com sal.

Espalhe o macarrão al dente numa forma e cubra com o molho, fazendo camadas. Mais mussarela por cima, grana padano ralado e um minuto no forno para gratinar.

Pronto. Não tenho mais utlidade na cozinha.

Meu primeiro post!

Saiu mais rápido do que eu esperava esse blog aqui... Achei a idéia legal, dois amigos, escrevendo um diário juntos... Ainda num sei sobre o que a gente vai escrever, nem se alguém mais além de nós dois vai ler isso aqui, mas acho que isso faz pouco diferença, o que importa é que a gente tem nosso blog ;)

Eu to escrevendo de Los Angeles, to tirando umas férias aqui... Eu só na vida boa e o Gu começando a dureza.

Olha o que eu acabei de descobrir, não é que isso aqui é do Google também! Fui tentar visualizar o blog e eis que me aparece uma velha conhecida minha: a telinha de "Server Error" do Google. É orkut, é gmail, é blogger... Já parou pra pensar? Isso aqui é um prato cheio para pessoas que acreditam em conspirações e coisas desse tipo. O Google controla teu email, sabe quem é vc pelo orkut e sabe o que vc faz pelo blogger, não tem como eu deixar de fazer um referência nerd ao famigerado livrinho de George Orwell que inspirou o Big Brother, "1984". Não vou ficar surpresa se eu descobrir mais cedo ou mais tarde que a Endemol é do Google também!

Eu num sei o que eu escrevo aqui, vou tentar nem revisar o texto, porque - pelo que eu me conheço - vou odiar e acabar não postando. Queria saber se o que o Gu esperava dos meus posts eram coisas menos prosaicas do que baboseiras sobre o Google ou se ele esperava mais sobre nós dois e menos sobre outras coisas. Fica difícil saber, eu ainda não vi o primeiro post dele, nem ele o meu primeiro post.

Enfim, por enquanto é só. Mais tarde escrevo mais.

Beijos, Gu. Adorei nosso blog. Vamos levar isso pra frente!